sexta-feira, 23 de março de 2012


YouLaw facilita caminho do consumidor até a Justiça

YouLaw facilita caminho do consumidor até a Justiça

COM PETIÇÕES ONLINE GRATUITAS, JOVENS ADVOGADOS QUEREM DESMISTIFICAR IDEIA DE QUE PROCESSAR EMPRESAS É CARO OU DIFÍCIL



Luciane Macedo _247 - Quantas vezes consumidores insatisfeitos ficam a esperar durante semanas ou meses a fio, às vezes até bem mais de um ano, pela solução de seus problemas com as empresas reclamadas? Quantas vezes acabam vencidos pelo cansaço e furiosos? O que poucos consumidores que se sentem prejudicados sabem é que podem solucionar estas contendas rapidamente na Justiça, poupando-se de maiores desgastes, assim que os canais de comunicação com as empresas se mostrarem ineficazes e morosos, em flagrante desrespeito aos preceitos e prazos contidos no Código de Defesa do Consumidor.
A maioria destes casos de conflitos de consumo, quando levada aos Juizados Especiais Cíveis (JEC), pode ser resolvida amigavelmente, sem custos, em pouco tempo e sem a necessidade de se contratar um advogado, embora muitos consumidores possam achar que processar uma empresa seria caro, difícil ou demorado. Foi pensando em desmistificar estas ideias e mostrar aos consumidores que os seus direitos caminham lado a lado com o acesso à Justiça que o jovem advogado Dhaniel Chveid criou com mais dois empreendedores, a advogada Amanda Varejão Villela e o web designer Peter Gaul, a startup YouLaw. O site pode ser acessado por dois endereços: youlaw.com.br ouosseusdireitos.com.br.
O site elucida o que o consumidor precisa fazer para acionar uma empresa no JEC mais próximo de sua residência (veja, abaixo, como funciona), e agiliza o processo com um modelo de petição online. O que seria a etapa mais trabalhosa para qualquer leigo pode ser concluída de forma rápida, simples e intuitiva no YouLaw, gratuitamente. "Desenvolvemos um modelo de petição que cobre todas as exigências do Judiciário", diz Chveid, sócio-fundador do YouLaw. "Basta relatar o problema na petição, imprimir, anexar os documentos necessários e tudo que documente bem o problema". Assim, o consumidor já faz a sua primeira visita ao JEC com tudo pronto para dar entrada no processo.
A lei que dispõe sobre o JEC (9.099/95), no artigo 9º, dispensa o uso de advogado nas ações cujo pedido indenizatório não ultrapasse 20 salários mínimos (atualmente, R$ 12.440,00), deixando a escolha livre para o consumidor nestes casos. Já nas causas de valor superior, que são, em geral, menos frequentes neste tipo de ação, a assistência de um advogado é obrigatória.
"Orientamos o consumidor a tentar resolver seu caso primeiro com a empresa", diz Chveid. "Mas o que constatamos é que quando as pessoas recorrem ao Procon ou outros órgãos de defesa do consumidor, elas chegam com uma série de protocolos e já estão há vários meses tentando solucionar o problema", completa o advogado. "A espera se prolonga até que a empresa envie uma resposta ao Procon", continua. "Quando não é possível resolver o caso na esfera administrativa, o consumidor pode recorrer à esfera judicial".
Segundo Chveid, o feedback de consumidores no próprio YouLaw indica que muitos desistem nesta etapa, por descrença no Poder Judiciário. "As pessoas acham que a Justiça é lenta e cega, quando, na verdade, elas precisam de mais informação e conscientização sobre seus direitos", salienta o advogado. "Quando elas percebem que funciona, geralmente se espantam com a facilidade e rapidez do processo".
Uma vez que o consumidor recorre ao JEC, a primeira audiência será de conciliação, na qual grande parte dos casos já é solucionada. Essa audiência, segundo Chveid, é marcada entre 20 e 30 dias, em geral, podendo demorar até três meses, a depender da estrutura do JEC em questão. "Na audiência de conciliação, as empresas já vêm com uma proposta de acordo, porque o Judiciário já está envolvido no caso", diz o sócio-fundador do YouLaw.
A conciliação desafoga o Judiciário e permite que consumidor e empresa entrem em um acordo que solucione o caso a contento para ambas as partes, sem a necessidade de uma sentença do juiz, que só entra em cena caso o conciliador não obtenha sucesso. "No Rio de Janeiro, quando o Tribunal de Justiça faz mutirões de conciliação, consegue solucionar 80% dos casos, mas ainda é um número pequeno se comparado ao universo de ações em todo o Estado", comenta Chveid, que também estimula a conciliação através do YouLaw. "O que vemos é que as empresas acabam condenadas a pagar valores bem maiores do que conseguiriam na conciliação", diz o advogado. "O Judiciário valoriza o consumidor, que é a parte mais vulnerável".
A iniciativa de usar a internet para facilitar o caminho do consumidor até a Justiça surgiu diante de familiares e amigos que pediam a Chveid para redigir petições. Desde a criação do YouLaw, em setembro do ano passado, 270 petições foram feitas através do site, que já conta com mais de 13 mil visitas e também se propõe a ser uma comunidade, para que consumidores, advogados e estagiários de Direito possam trocar informações. Além disso, Chveid e os sócios têm um blog para divulgar casos de interesse sobre conflitos de consumo.
"Acreditamos que o YouLaw possa se tornar uma ferramenta que fortaleça a democracia, permitindo que as pessoas exerçam seus direitos como está na Constituição", salienta o advogado. "Quanto mais gente procurar os seus direitos, mais as empresas terão de melhorar os seus serviços, é uma questão de sobrevivência".
Como funciona? Conheça e exerça seus direitos

São direitos constitucionais o acesso à Justiça (art. 5º, inciso XXXV) e a proteção e defesa do consumidor (art. 5º, inciso XXXII)
Qualquer consumidor que se sinta lesado e não conseguiu resolver o caso diretamente com a empresa pode reclamar seus direitos junto aos Juizados Especiais Cíveis
A lei (9.099/95) dispensa o uso de advogado nas ações cujo pedido indenizatório não ultrapasse 20 salários mínimos -- atualmente, R$ 12.440,00
Para entrar com uma ação, é preciso fazer uma petição judicial, que pode ser preenchida gratuitamente no site do YouLaw
Além da petição, que vai detalhar o caso, serão necessários alguns documentos 
- cópia simples do RG e CPF ou apenas da CNH 
- cópia simples de um comprovante de residência 
- cópias de recibos, faturas, notas fiscais, ordens de serviço, números de protocolos, contratos, comprovantes, enfim, tudo aquilo que puder documentar bem o caso
Com a petição pronta e todos os documentos em mãos, basta se dirigir ao Juizado Especial que abrange sua residência e dar entrada no processo
Para localizar o Juizado Especial mais próximo, veja os endereços no YouLaw ou no site do Tribunal de Justiça do seu Estado
Uma audiência de conciliação será agendada -- em geral, dentro de um a três meses, a depender do juizado. Se a empresa acionada não comparecer, os fatos alegados na petição serão considerados verdadeiros
A conciliação é um poderoso instrumento que economiza tempo, desafoga o Judiciário e oferece ao consumidor a oportunidade de decidir o que é melhor para ele
Caso não haja acordo, o conciliador sai de cena, e será marcada uma audiência de instrução e julgamento -- em média, dentro de um a três meses, a depender do juizado
O juiz decidirá com base nas provas produzidas no processo
Em geral, este tipo de ação é concluída em poucos meses (um ano e meio, no máximo), e o desfecho será ainda mais rápido (mais ou menos 30 dias) se houver um acordo já na audiência de conciliação
Fonte: YouLaw

sábado, 14 de janeiro de 2012

Itaú, Oi e Claro, campeões brasileiros de reclamação

Itaú, Oi e Claro, campeões brasileiros de reclamação 

Como de costume, bancos e operadoras de telefonia são os que mais receberam reclamações de consumidores nos Procons em 2011, aponta boletim divulgado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça


A exemplo de anos anteriores, bancos e operadoras de telecomunicações foram os campeões nacionais de reclamações de consumidores nos Procons em 2011, segundo boletim divulgado hoje pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.
Do total de 1,6 milhão de atendimentos realizados pelos Procons no ano passado, 81.946 ocorrências diziam respeito ao grupo Itaú seguido por Oi (80.894), Claro-Embratel (70.150), Bradesco (45.852) e Tim (27.102).
De acordo com o documento, os problemas mais recorrentes enfrentados pelos consumidores no Brasil são relacionados a cartões de crédito (9,21%), telefonia móvel (7,99%), serviços bancários (7,26%), telefonia fixa (5,56%) e aparelhos celulares (5,44%).
Além disso, 35,46% das queixas dizem respeito a cobranças indevidas ou com informações insuficientes, enquanto 19,99% tratam de ofertas não realizadas. Outros 11,62% das reclamações estão relacionados a contratos não cumpridos e 11,19%, a denúncias de má qualidade em produtos e serviços prestados.
Cartão de crédito, telefonia e bancos lideram reclamações em Procons


 
Os assuntos com maior demanda de atendimento nos Procons em 2012 foram cartão de crédito (9,21%), telefonia celular (7,99%), bancos (7,26%), telefonia fixa (5,56%) e aparelho celular (5,44%). As informações estão no tim do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), que detalha o atendimento realizado em Procons de 23 estados do país e do Distrito Federal. O estudo foi divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Justiça.

Os principais problemas enfrentados, segundo os consumidores, são as cobranças como falta de informação sobre valores e cobranças duplicadas (35,46%), ofertas de produtos e serviços (19,99%), contratações com alterações unilaterais, descumprimento de ofertas e enganos em peças publicitárias (11,62%) e com defeitos ou garantias de produtos, (11,19%).

Os dados, que compõem o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), registram um total de 1,6 milhão de atendimentos. O grupo Itaú lidera o ranking com 81.946 atendimentos, seguido pela operadora de telefonia Oi (80.894), pela Claro-Embratel (70.150), pelo Bradesco (45.852) e a TIM-Intelig (27.102).

"Além de dar transparência ao trabalho de atendimento ao consumidor realizado pelos Procons, o boletim também tem como objetivo incentivar o mercado a aprimorar a qualidade de seu atendimento e o respeito ao consumidor", afirmou Juliana Pereira, diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor.

As mulheres representam 54,69% dos que procuraram os Procons em 2011. A maioria dos consumidores tem entre 31 e 40 anos. Os jovens até 20 anos somam 2,12% - o menor percentual registrado.

O que dizem as empresas

O Itaú Unibanco informou que o número de clientes com reclamações representa 0,2% do total, e que 5,3% das entradas foram consideradas procedentes pelo Procon. Segundo o banco, mais de 85% dos casos consensualmente e, do restante, 68% foram solucionadas mediante acordo em audiência. O Itaú destacou que firmou acordos com a Fundação Procon de São Paulo e com o DPDC para reduzir reclamações, cujas metas foram alcançadas.

O Bradesco afirmou que tem como "objetivo permanente" reduzir os índices de reclamação. "Todos os apontamentos feitos são acompanhados de perto pela ouvidoria do banco, que sempre esclarece a manifestação ao cliente ou usuário. O banco toma ainda as medidas necessárias com as áreas internas envolvidas a fim de aperfeiçoar cada vez mais a qualidade do atendimento", disse o banco em nota.

A Claro argumentou que tem investido "maciçamente na melhoria dos serviços prestados e no atendimento de seus clientes" e que identifica melhoras significativas nos índices oficiais de avaliação do Procon. A empresa destacou o aumento nas resoluções de demandas, demonstradas pelas metas cumpridas junto ao Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC). A operadora se colocou à disposição para atender a todos os casos por seus canais disponíveis – atendimento telefônico, chat online, e-mail, videoatendimento, atendimento pessoal, por carta e virtual. E também,oferece canais de relacionamento, como blog corporativo, Twitter e Orkut.

A TIM argumentou que mesmo com o aumento de 20% na sua base de clientes (dez milhões de novos usuários entre janeiro e novembro de 2011), o aumento nas reclamações foi de 3,7 mil. A empresa destacou que cumpriu a meta acordada com o DPDC para o aumento do números de soluções das reclamações e que visitou mais de 30 Procons estaduais e municipais no ano passado.

A Oi destacou que houve queda de 15% nas reclamações sobre seus serviços, e que o número de atendimentos do Sindec equivale a 0,12% dos mais de 67 milhões de clientes da empresa. A empresa informou ainda que está instalando em toda a sua operação de atendimento a tecnologia IP (protocolo de internet), que criará um sistema de call center integrado, otimizando o recebimento, endereçamento e tratamento das demandas dos clientes.

Da Agência Brasil

sábado, 7 de janeiro de 2012

Wal Mart: retrato do 1% nos EUA
Por Heloisa Villela, de Washington, no blog Viomundo:

Na última década, uma única empresa americana se tornou o grande símbolo do que é o capitalismo selvagem. Foram muitos os processos na Justiça por discriminação e maus tratos contra a rede de hipermercados Wal-Mart. Mas isso é café pequeno perto das relações trabalhistas que a empresa impõe aos funcionários. E o trabalho constante, e eficiente, para impedir a sindicalização dos funcionários.

A fama ruim não afetou em nada os negócios. Hoje, os seis herdeiros de Sam Walton, fundador da empresa, têm uma fortuna calculada em US$ 93 bilhões, o que significa toda a riqueza somada dos 30% mais pobres do país. Ou seja, “essa família é o retrato do 1%”, disse Jennifer Stapleton, diretora assistente do grupo “Making Change at Wal-Mart”, que nós podemos traduzir por promover mudanças no Wal-Mart. A referência, clara, é ao slogan mais conhecido do movimento Occupy, que tomou as ruas e praças de várias cidades americanas e sempre fala no crescimento da desigualdade nos Estados Unidos. Os 99% versus 1%.

Esta semana, Jennifer e o grupo de empregados que brigam por melhores condições de trabalho estão comemorando uma vitória importante. Depois dealguns anos de negociações com a empresa, um grande fundo de investimentos da Holanda decidiu vender todas as ações do Wal-Mart que tinha em carteira. Até junho do ano passado, o fundo ABP tinha mais de US$ 120 milhões de dólares investidos no Wal-Mart. Interessante é o processo através do qual a empresa concluiu que não dava mais para apostar no futuro da gigante corporação norte-americana.

Em 2007, o ABP começou a analisar as empresas nas quais investe, de olho em práticas responsáveis de administração. A quantidade de processos e reclamações a respeito de direitos trabalhistas envolvendo o Wal-Mart chamou a atenção da especialista do fundo, Anna Pot. Durante os últimos quatro anos, representantes do fundo de investimento se reuniram com a empresa de Arkansas em busca de esclarecimentos e de uma perspectiva de mudança.

Em outubro passado, o grupo Making Change at Wal-Mart adotou uma estratégia diferente. Decidiu jogar o jogo que os empresários entendem. Convidou analistas financeiros, representantes dos fundos de investimento, para uma reunião na véspera do encontro anual deles com a empresa. E não é que 50 apareceram? Um deles era Anna Pot, do ABP. Informações sobre o encontro, fotos e vídeo estão aqui:

http://makingchangeatwalmart.org/2011/10/11/walmart-associates-former-store-managers-meet-with-analysts-at-annual-investor-conference-in-bentonville/


Empregados do Wal-Mart relataram os erros que a empresa comete, não apenas nas relações trabalhistas, e sugeriram mudanças na administração dos negócios, inclusive dos estoques. Foi uma oportunidade única para os analistas dos fundos de investimento. Pela primeira vez eles tiveram um raio-X do interior do Wal-Mart, com todos os problemas que a empresa nega, ou tenta esconder.

Agora, três meses depois do encontro, o fundo anuncia a venda de todos os papéis do Wal-Mart. Entre triunfante e preocupada, Jennifer conversou com o Viomundo.

Quando foi criado esse grupo que quer promover mudanças no Wal-Mart?

Começamos em janeiro de 2011 para dar apoio à organização United for Respect at Wal-Mart que vem tentando forçar a empresa a mudar. Nós estamos com eles.

E como conseguiram atrair os analistas dos fundos para esse encontro?

Simplesmente convidamos e eles vieram. Uns 50 ao todo. No encontro, os funcionários falaram abertamente sobre retaliações, condições de trabalho, possíveis soluções para melhorar a empresa. Quando ela foi fundada, pelo Sam Walton, no começo dos anos 60, a visão era bem diferente. Bem, a ABP já tinha uma longa história com a empresa. Eles estavam conversando, tentando promover mudanças, mas chegaram à conclusão que não houve mudança alguma. A Anna Pot viu um anúncio de emprego deles procurando alguém de Recursos Humanos que enfatizava a necessidade de continuar impedindo a sindicalização dos funcionários.

Para vocês, a decisão do fundo holandês é uma vitória?

É e não é. A decisão é um reconhecimento global do que os trabalhadores falam há anos. Eles se sentiram ouvidos e mais fortes. Mas, ao mesmo tempo, nós preferimos que fundos como este continuem investidos na empresa, com voz lá dentro, porque eles têm mais poder de barganha. Mas entendemos a posição deles. Não dá para colocar dinheiro em uma empresa assim. E nós achamos que outros fundos vão acabar fazendo a mesma coisa. Esperamos que a decisão do ABP sirva de alerta para a família Walton, que ainda detém mais de 50% das ações da empresa, para que promovam mudanças verdadeiras. Hoje, essa é a família mais rica do país. Um verdadeiro exemplo do crescimento desigual nos Estados Unidos.

Nota do Viomundo: A rede Wal-Mart tem lojas em vários países. Entre eles: Argentina, Brazil, Canadá, Chile, China, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Japão, México, Nicaragua, Porto Rico, Reino Unido, Paquistão e Estados Unidos. No segundo semestre de 2010, funcionários da empresa, de diferentes países, formaram uma aliança global, para construir solidariedade e objetivos comuns.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O que fazer se sua compra online não chegar na data prometida?

Especialista em Direito do Consumidor dá as dicas para que você não tenha a compra em mãos na noite de Natal



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E-commerce
Reprodução


O e-commerce nunca esteve tão forte. De acordo com o e-bit, o mercado online deve movimentar 20 bilhões de reais em 2011 - crescimento de 35% em comparação com 2010. E no final do ano, o volume de transações é ainda maior. Por isso mesmo, alguns transtornos são inevitáveis, como atrasos nas entregas dos produtos em decorrência do aumento da demanda.

O especialista em Direito do Consumidor, Ricardo Trotta, afirma que quando o produto não é entregue no prazo estipulado, o consumidor tem a opção de cancelar a venda e exigir a devolução do valor gasto. Porém, há casos em que o simples cancelamento da venda não resolve o problema, pois o atraso pode ter causado danos morais a quem realizou a compra. "A Justiça tem sido favorável ao consumidor nesse sentido. Em São Paulo, por exemplo, uma loja foi condenada a pagar indenização de 10 vezes o valor da compra a um consumidor que adquiriu um rádio relógio para presentear seu filho no Natal e recebeu o produto após 4 dias da data", acrescenta o especialista.

Trotta ressalta que em época festiva os consumidores são facilmente levados a adquirir produtos por impulso na intenção de presentear alguém, o que não pode ser utilizado abusivamente pelas empresas, que prometem mercadorias que muitas vezes sequer possuem em estoque, além de prazos de entrega que não conseguem cumprir. Independentemente de o produto ter sido adquirido para presentear alguém em uma data especial, o atraso exagerado da entrega gera, por si só, dano moral.

Além dessa garantia, o Código do Consumidor prevê a possibilidade do consumidor desistir da compra após o recebimento do produto, independente do motivo, em qualquer compra realizada a distância, como internet, telefone ou carta. "Nesses casos, o legislador buscou proteger o consumidor que não teve oportunidade de avaliar com precisão as características do produto que adquiriu, podendo se arrepender e requerer a devolução de seu dinheiro. O prazo para esse arrependimento é de 7 dias após a compra ou o recebimento do produto", finaliza o especialista.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O mico das compras coletivas

Sempre tive um pé atrás com essa moda das compras coletivas. Não sei se é excesso de zelo, mas todas as propostas que recebi para entrar na onda me pareceram suspeitas. Agora, vejo que não estava totalmente errado: o Procon-SP autuou as três principais empresas do segmento no Brasil (Groupon, Peixe Urbano e Click On) por “pequenos detalhes”, como não dar garantia dos produtos vendidos e negar-se a devolver dinheiro pago antecipadamente pelos clientes. As multas podem chegar a R$ 6 milhões para cada empresa – claro, como sempre no Brasil, há recursos e protelações, e o mais provável é que dê em nada.
O episódio, de qualquer maneira, deve servir como alerta. O Procon notificou 11 estabelecimentos que utilizam os sites de compras coletivas e não entregam os produtos. Já houve algumas denúncias, mas pelo visto não se deu muita importância. Recentemente, o IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) acusou as quatro grandes do setor (a quarta chama-se Groupalia) de “práticas ilegais”. Na maioria dos casos, os sites não se responsabilizam pelos negócios que geram: você compra de um terceiro, e o site age como se nada tivesse a ver com isso. Só que jamais deixa de receber a sua comissão. Naturalmente, uma empresa séria devolveria esse dinheiro caso o negócio não se concretizasse. Mas não estamos falando de empresas sérias…
Aliás, essa Groupon é um caso ainda a ser explicado. Recordista de reclamações no Procon, a empresa é exaltada em sites e blogs como exemplo de inovação e criatividade – como se compra coletiva fosse algo novo (para mim, é apenas uma versão digital do velho consórcio). Há cerca de um mês, o IDG Now fez um excelente levantamento sobre as atividades da empresa, mostrando a prática de inflar preços dos produtos no site para enganar os clientes, que são atraídos por descontos mais altos (outra prática mais velha do que a máquininha de calcular). Com uma poderosa rede de influência nas mídias sociais, a empresa – que é americana – abriu seu capital na Nasdaq no início deste mês e todos disseram que foi um sucesso. Três dias depois, o valor das ações tinha despencado, deixando frustrados os investidores.
É o caso de se dizer: bem feito. De Orlando Barroso.

domingo, 27 de novembro de 2011

BLACK FRIDAY MAIS UMA IMITAÇÃO(AMERICANA) NÃO PASSOU DE PROPAGANDA, BARATA E ENGANOSA DOS NOSSOS 'EMPRESARIO$$'

Black Friday do Brasil foi cinzenta

Adotamos mais uma modinha norte-americana. Depois das festas juninas em escolinhas se transformarem em eventos country e o dia das bruxas ser comemorado no dia errado – para os wiccans do hemisfério sul o samhain, como é o nome correto do dia, é comemorado no final do verão, ou dia 1 de maio –, agora aderimos ao Black Friday.
Para quem não sabe, o Black Friday é um dia de ofertas gordas nos Estados Unidos, feito após o Dia de Ação de Graças. Como não comemoramos nenhum Dia de Ação de Graças por aqui – ainda –, não deveria haver qualquer Black Friday. Mas o comércio parece ter gostado da ideia, e aproveitou para lotar nossas caixas de email com spams anunciando suas ofertas para esse dia especial.
Não sou do tipo que chama os Estados Unidos de porcos capitalistas ou imprerialistas, só acho que poderíamos manter nossas coisas aqui no Brasil como são. Não há motivo de ser uma Black Friday se não houve uma comemoração de Dia de Ação de Graças.
E para deixar tudo mais deprimente ainda, as famosas ofertas oferecidas por aqui foram, em sua maioria, minguadas e falsas. É muito fácil subir o preço de um produto, anunciá-lo por seu preço normal e oferecer como promoção imperdível de Black Friday. O que aconteceu foi que a maioria das pessoas percebeu o engodo.
Enquanto que nos Estados Unidos as coisas realmente sofrem baixas de 50% ou até 70%, aqui tivemos até a Apple BR envolvida, oferecendo descontos de R$130 em seus notebooks. Tenha dó. As outras varejistas virtuais também ofereceram preços duvidosos, incluindo ofertas que já estavam rolando e só sofreram uma mudança de nome.
A falsidade foi tão descarada que o Procon abriu uma investigação para apurar os preços inflados. Há!
Na verdade, nossa Black Friday acontece em janeiro, quando todo mundo encheu – e esvaziou – os bolsos no Natal, e quer faturar mais um pouquinho se desfazendo de seus estoques no fraco começo de ano (janeiro é um terror para muita gente, já que no Brasil o ano só começa mesmo depois do Carnaval). Aí sim temos descontos e saldões daqueles. Vale até a pena adiar a compra de um presente no Natal para comprá-lo a preços melhores em janeiro.
Querem imitar um evento norte-americano? Vão em frente, mas façam direito.

sábado, 26 de novembro de 2011

Veja como diminuir a conta a pagar!!!

Deixo aqui Dicas a todos os leitores do Consumidor e Cia: apliquem pelo menos metade destas dicas (à sua escolha) e depois quanto dinheiro poupou na sua fatura de eletricidade .
1 – Usar lâmpadas de baixo consumo
Troque as lâmpadas tradicionais por lâmpadas de baixo consumo. As lâmpadas que agora encontra-se no mercado são realmente mais caras que as tradicionais mas, no entanto, como a sua durabilidade é muito mais elevada e o seu consumo muito mais reduzido, rapidamente recuperará o investimento feito nas lâmpadas.
2 – Desligar os eletrodomésticos
Os eletrodomésticos são uns dos maiores consumidores de energia que temos em casa. Um dos problemas da maioria dos eletrodomésticos é o fato de que quando não estamos a usar, eles continuam a consumir energia. Por norma, por uma questão de comodidade, deixamos todos os aparelhos eletrônicos ligado em modo stand-by. Mas se acreditarmos em alguns estudos que têm aparecido na mídia atual, se desligarmos a televisão em vez de a deixarmos em modo stand-by, iremos poupar cerca de 6% do valor da energia gasta anualmente pela televisão ou outro aparelho.
3 – Aderir à tarifa bi-horária
As companhias elétricas disponibilizam, hoje em dia, de tarifas mais em conta, dependendo da região do país. Essas tarifas são pensadas para que a energia seja mais baratas em certas horas do dia (ou da noite) e também pode variar conforme o dia da semana. Questione a empresa que lhe fornece a energia em casa e escolha o tarifário que melhor se adequar ao seu estilo de vida e aos seus horários.
4 – Use ao máximo a luminosidade natural
Use cores claras nas paredes dos compartimentos da sua casa. As cores claras refletem com maior eficácia a luz natural que entra pelas janelas. Com isto, terá mais luminosidade dentro de casa, evitando ter de ligar as lâmpadas mais cedo para poder ter luminosidade suficiente. O investimento feito em tinta será recompensado a médio/longo prazo na sua fatura de eletricidade.
5 – Isolar janelas e portas
Sabia que cerca de 30% do calor/frio que entra em sua casa infiltra-se pelas “brechas” das janelas ou portas? Isolando convenientemente as janelas (existe no mercado fitas isoladoras próprias) irá baixar consideravelmente a entrada de ar frio/quente para o interior da sua habitação. Logicamente que evitando essas correntes de ar irá poupar dinheiro em energia para aquecimento. Para diminuir as ‘entradas’ podemos recorrer aos ‘tapa-brechas’ rolos cheios de areia ou outros materiais que se colocam na parte inferior das portas.
6 – Fechar a torneira ao lavar os dentes
Ao escovar os dentes 3 vezes ao dia, e se demorar 1 minuto a concluir a tarefa, se não fechar a torneira estará a desperdiçar cerca de 30 litros de água. Agora se olharmos bem as contas, estamos a falar de cerca de 900 litros de água desperdiçada por mês. Neste caso estará a poupar dinheiro em energia assim como na conta da água. O que é muito bem vindo para nos ajudar a poupar ainda mais dinheiro.
7 – Poupar energia na Geladeira
A geladeira é um dos eletrodomésticos que mais energia consome numa casa. Bem visto as coisas, o equipamento está ligado 24h  e 7 dias por semana. Sempre que a porta da geladeira é aberta dá-se uma perda de temperatura que é compensada, posteriormente, por um aumento de energia para repor a temperatura aos níveis programados. Por isso, evite abrir muitas vezes a porta da sua geladeira. Opte por colocar ou tirar tudo o que precisa do frigorífico de uma só vez.
Outro cuidado que deve ter, é o de não colocar alimentos quentes ou mornos no seu interior. Esses alimentos farão baixar a temperatura da geladeira, e mais uma vez teremos um aumento de consumo para repor a temperatura interior.
8 – Poupe dinheiro ao Passar a roupa
O ferro de passar roupa é um “papão de energia” como nunca viu. Um ferro de engomar gasta em média tanto como 10 lâmpadas de 100 Watts, por isso, todos os cuidados para agilizar o tempo que passa com o ferro de engomar ligado são poucos. Antes de tudo pergunte-se: tenho absoluta necessidade de engomar toda a roupa? Rapidamente chegará à conclusão que muita da roupa lavada não precisa ser passada. Deixo aqui dois exemplos no meio de tantos outros: pijamas e toalhas de banho.
Não deixe o ferro de passar ligado quando se ausenta por mais de 10 minutos. Verdade, que o ferro gasta mais energia enquanto aquece do que depois de ter atingido a temperatura  ideal. No entanto, 10 minutos ligado sem ser usado, gasta mais do que a energia necessária para aquecer. Finalmente, mantenha o seu ferro de passar em bom estado de funcionamento.
9 – Colocar painéis solares
A instalação de um painel solar doméstico é ótimo para aproveitar a energia solar, aquecendo a casa e a água. Assim, deixará de gastar tanta eletricidade (ou outra forma de energia) no seu sistema de aquecimento ou chuveiro. Rapidamente verá o seu investimento compensado.
10 – Comprar eletrodomésticos energeticamente eficientes
Na eventualidade de compra de um novo eletrodoméstico, para sua casa, opte por adquirir equipamentos energeticamente eficientes. Por norma, quanto maior for a eficiência energética, mais caro é o eletrodoméstico. No entanto, em longo prazo, a diferença de preço compensa amplamente.
Como podem verificar, com pequenas dicas simples de aplicar no dia a dia, poderá poupar imenso dinheiro na sua conta de energia ao final do mês. Desde que, em casa, começamos a usar estas dicas para poupar dinheiro  e eletricidade, a nossa fatura da  baixou cerca de 30%. Por isso como podem ver funciona!